quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

RECICLAR É UMA TERAPIA

APROVEITAR O NOSSO TEMPO COM COISAS SIGNIFICATIVAS e EDIFICANTES DÁ UM NOVO RUMO e VALOR à NOSSA VIDA.

Reciclo e reutilizo, por várias razões: primeiro, para usar da melhor forma o meu tempo; segundo, para aproveitar recursos; terceiro, para EDUCAR de forma SIGNIFICATIVA os meus filhos, quarto, para dar o meu contributo para a PRESERVAÇÃO DA NATUREZA, quinto, para dar a conhecer ao público em geral novas formas de ver e reutilizar o LIXO.

      

        Todos nós precisamos de escapes para atenuar a pressão diária que é exercida pelo trabalho, pela crise, pelos medos que a própria comunicação social nos suscita e por todo um sistema político/social imperfeito que nos rodeia. 
     Uns procuram os vícios, outros o desporto, a religião, as viagens, a leitura, os amigos, etc. Eu procuro estar OCUPADA: nos trabalhos manuais, na cozinha, na leitura, com a família, na gestão dos meus recursos domésticos. Estar ocupada e desenvolver uma atividade mesmo sem ser muito rentável, é a melhor solução para combater a depressão e o stress
          Ao reciclar conseguimos:

           - gerir as emoções,
           - reinventar novas obras/trabalhos,
           - reduzir os medos, ansiedades, preocupações,
           - renovar comportamentos, atitudes, pensamentos,
        - ativar, simultaneamente um processo de trabalho artesanal e mental continuado. À medida que as  mãos desenvolvem um artigo, o cérebro regista esta conquista, dá uma sensação de satisfação e prazer, afastando as "nuvens negras da depressão". 

      Socialmente, devemos ouvir os nossos amigos, partilhar, rir, conviver, mas quando começa a surgir a intriga, a má língua,  os murmúrios exagerados o melhor é afastarmo-nos. O tempo que muitos gastam na intriga, daria para produzir imensas coisas, daria para aprender com tantos livros (que muitas vezes ganham pó nas prateleiras), daria para organizar a casa e potenciar momentos de felicidade. 


RECICLO como TERAPIA

Mais alguns trabalhos desenvolvidos com a reutilização de pacotes de leite, filtros de café e filtros tingidos com beterraba. Os tecidos são de roupa fora de moda ou fora de uso. 

Pasta A4 
 CAROCHINHAS 

Feita com 12 pacotes de leite. Bolso por fora e por dentro. Botões para adornar. Furada e cosida à mão (tal como muitos outros artigos deste blog).

 O outro lado da pasta com um bolso retirado de calças de ganga.

 
Por dentro (forrada e com um bolso).

Pasta para computador

 Feita com 12 pacotes de leite. Almofadada. As alças são feitas com um cinto. Bolso por fora e por dentro.

 A borboleta para  lembrar a primavera. Com botões a adornar. Mistura de gangas, tecido e guardanapo.

Mala clássica

Com estrutura em pacotes de leite (12 caixas de leite). Três botões que servem de adorno. Furada e cosida à mão.

Mais  porta moedas

Foto tirada de frente e na lateral.


Carteira para pôr Documentos


A mesma carteira por dentro e totalmente aberta.

Bolsas para pôr lenços de papel

 Forradas com ganga.

Para pôr o telemóvel 

 Bolsa para colocar um telemóvel. Ideal para usar nas caminhadas.

BOLSAS PARA PÔR CANETAS

 Bolsas para pôr canetas. Todas com mola de íman. Com fitas de adorno. Filtros de café e de beterraba.

PUXA SACOS
 Puxa sacos feito com pedaços de ganga e de tecido. Muito útil na cozinha!

Uma ideia prática, fácil, útil e ecológica

 Podem aproveitar os garrafões da lixívia ou outra embalagem para colocar as molas. Como tenho as molas no exterior fiz, com a ajuda de um ferro quente, furos na base para a água da chuva não ficar retida.

 Espero que tenham gostado!

Uma vez mais agradeço os milhares  visitas de Portugal, dos Estados Unidos, do Canadá, do Brasil e de quase todos os países da Europa.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

CREPE INTEGRAL COM SEMENTES

Dica ecológica - Ao consumir produtos pouco processados está a contribuir para a sua saúde. 


Estes crepes são fantásticos para quem tem prisão de ventre!

Para 4 crepes médios vai precisar de :

4 colheres de sopa de farinha integral
1 colher de sopa de aveia
1 colher de chá de linhaça
1 colher de chá de sementes de girassol 
1 colher de café de canela
1 pitada de sal integral (não usar o sal refinado, não é bom para a saúde)
leite qb


Verta todos os ingredientes secos numa tigela e vá pondo o leite aos poucos até ficar um líquido pastoso. Aqueça uma frigideira antiaderente  e espalhe a massa por toda a sua superfície. Se quiser crepes finos ponha pouca massa e espalhe muito bem. Se quiser que fiquem um pouco mais volumosos verta mais um pouco do preparado. 

A vantagem destes crepes é que pode acrescentar as sementes, cereais ou frutos que pretender sem depender dos aditivos e conservantes dos produtos fabricados. 

Estes crepes ajudam a diminuir a gordura acumulada, ajudam a regularização do intestino e promovem a saciedade. 
O ideal é comer metade de 1 crepe de manhã e a outra metade à tarde. 

Mesmo os produtos integrais engordam se abusarmos deles. Todos os alimentos têm calorias, uns mais do que outros, quando dizem que os produtos integrais não engordam é falso! Apenas eles promovem a saciedade e são muito benéficos para a saúde. Ficámos com menos fome!

domingo, 19 de janeiro de 2014

BOLO DE LARANJA E CANELA

Dica ecológica - Pode aproveitar as cascas das laranjas e cristalizá-las. Mais tarde pode reutilizá-las em bolos ou mesmo mergulhá-las em chocolate quente. Ficam fantásticas!

                

     Ontem ofereceram-me lindas laranjas de uma laranjeira plantada junto ao TEJO. O cheiro, a cor, a textura e o sabor são difíceis de descrever. Simplesmente maravilhosas!!!
Dei mais umas voltas pela vila da Chamusca e comprei uns ovos frescos caseiros a uma amiga minha. Eram enormes, e as gemas de um amarelo escuro. Apeteceu-me fazer um bolo para a minha família numerosa!
     Desde criança vivi a cozinha como se fosse um laboratório de experiências, a minha mãe sempre me incentivou a criar e a inovar, mesmo correndo o risco de tudo ficar queimado ou sem sabor... 
A verdade é que nunca gostei de seguir receitas, mas gosto de as partilhar. 
     O meu irmão quando provava alguma receita minha, costumava dizer: "Isto ficou tão bom, escreveste a receita???". Na maioria das vezes inventava e reinventava receitas mas raramente as registava. Hoje decidi registar e partilhar com vocês. Espero que gostem!


Para este bolo vai precisar de:

-7 ovos XL (de preferência caseiros)
-500g de açúcar
-400g de farinha Branca de Neve
- 1 colher de café de fermento
-raspa e sumo de 2 laranjas
-1 colher de chá de canela
-200g de manteiga dos AÇORES (que é a MELHOR manteiga do mundo!)
-1 pitada de sal
- sumo de uma laranja para a cobertura

Ligue o forno a 180ºC. Unte uma forma com manteiga e polvilhe-a com farinha.
Bata muito bem, com uma batedeira eléctrica, as gemas com o açúcar e a manteiga até obter um creme esbranquiçado. Adicione o sumo, a raspa das laranjas e a canela e continue a bater.
À parte, bata as claras em castelo com uma pitada de sal (dá mais firmeza). Com a a ajuda de uma pá de madeira envolva alternadamente a farinha com o fermento e as claras no preparado das gemas, muito suavemente para o bolo não abater. 
Verta na forma e leve ao forno durante 40 minutos. 
Desenforme o bolo, esprema o sumo de uma laranja e polvilhe com açúcar e canela. 

Ficou uma delícia!

Bolo rico em vitamina C proveniente das laranjas
E com as poderosas propriedades da canela (antioxidante, excelente para diminuir o colesterol e os triglicéridos)
Rico em calorias (comer com equilíbrio!")

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A ECOLOGIA DOS POBRES versus MARKETING DAS GRANDES EMPRESAS

QUERO AGRADECER OS MILHARES DE VISITAS DE TODO O 
MUNDO

A Natureza não consegue acompanhar o ritmo da exploração económica que está a sofrer. 
CHICO MENDES - A VERDADE ASSASSINADA
veja a história de um grande defensor do ambiente basta um clik


Últimos trabalhos feitos ao meu ritmo

Caixa de madeira revestida com filtros de café e mocho colado com a técnica de decoupage. 

RECICLAR COM ARTE
PEÇA a PEÇA

Os filtros de café IMITAM a pele.


Pasta A4 feita com mais de 12 pacotes de leite. Com uma mistura de filtros de café e sarja. 


Em baixo acabamento com um fecho decorativo. Um bolso por fora e outro por dentro. Muito reforçada na base.
Bolsa para telemóvel. Almofadada.

Carteira para documentos. Cartonagem com pacotes de leite. 


 Fecha com mola de pressão. Adorno com fita de cetim. 

Mala arredondada feita com pacotes de leite e filtros de café. Forrada por dentro.
Parte traseira com fecho.

Forrada. Com bolso no interior
Mochila com motivos musicais. Feita com diferentes tecidos provenientes de roupa fora de uso.

               
Alças reguláveis feitas a partir de um cinto.

                                      
Pasta para computador, com bolso com pala na frente. Com fecho. Almofadada. com alça a tiracolo e duas alças de mão.

Parte traseira com bolso muito fundo e largo feito de uma saia de ganga.


Carteira feita com colagem de revistas. Bolso com fecho atrás. 
Parte interior com espaço para cartões e outros bolsos. Fecha com mola de pressão. 
Frente.
Mala com uma linda tela de cavalos. Recortes de ganga. Fecha com fecho. Forrada por dentro.

Parte traseira com bolso. Tira de filtros de café a imitar a pele.

Conjunto sóbrio e elegante. 


Para colocar um tablet. Feito com filtros de café e pacotes de leite.


Interior da pasta para tablet. Fecha com mola.

Bolsa necessaire. Almofadada.

Porta moeda e bolsa para telemóveis.
Bolsa necessaire e porta chaves em formato de mochila. 
Porta moedas. Saco para talheres. Porta-chaves e bolsa necessaire.

Porta moedas.
Por dentro.

Estojos com cavalos. Feitos com filtros de café.

Porta canetas. Fecham com mola de pressão. Forradas com feltro.

Porta moedas em filtros de café. Com fecho e forrados por dentro.

Saco/mala média feita em ganga e com pintura e colagem em decoupage na pala. Com alça ajustável.
                                      
Parte da frente com aproveitamento de um bolso das calças de ganga. Fecha com mola.

Parte de trás com bolso e sítio para pôr as chaves. 


Peças de um colar serviram para adornar  esta mala, dando um toque requintado!
A Aplicação foi da autoria da  Helena Caetano.  

Agradecimentos
Agradeço às minhas cunhadas Carla Cipriano e Rita Eusébio  por partilharem e valorizarem esta mensagem e trabalhos ecológicos.
Também quero agradecer à Filomena, à Leonor, à Irene, à Narcisa, à Cacilda e à Otília por todo o incentivo que me têm dado. Muito obrigada!

CHICO MENDES - A VERDADE ASSASSINADA


CHICO MENDES FOI ASSASSINADO a 22/12/1988, MAS A SUA MENSAGEM CONTINUA BEM VIVA E A INCITAR-NOS A CONTINUAR A URGÊNCIA DA SUA LUTA. PRESERVANDO A NATUREZA.  

Excerto do romance inédito " Brasil, velório dos sonhos" da autoria de Carlos Santos Oliveira:

"Os dias seguintes passeio-os inteirinhos no Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, a consultar jornais, revistas, e outras publicações sobre a vida e a obra do Líder. Quanto mais lia, mais simpatia e comunhão ideológica nutria por ele. Era praticamente um iletrado, uma criança que começara por aprender o abecedário da vida trabalhando como seringueiro na floresta, descascando a árvore-da-borracha para fazer a riqueza dos grandes latifundiários. Os proprietários dos seringais (florestas de árvores de onde se extrai a borracha), tinham sobre o seu jugo comunidades imensas, que debilitadas pelas necessidades primárias, escravizavam a troco de albergues em casinhotos de madeira que os próprios pobres construíam em territórios dos senhores, e por salários de miséria, que acabavam por gastar nas lojas cujos donos eram os próprios proprietários dos seringais. Trabalhavam de madrugada até à noite, numa escravatura consentida pelos Governos Federais, pelo Poder Central, pela ONU, e por todos os poderes instalados no mundo.
         Os grandes latifundiários não tinham qualquer interesse em que esta gente conhecesse outra realidade, que não fosse a do trabalho e a de se resignarem à sua condição. A educação nunca seria uma das suas prioridades, pois o homem analfabeto não poderia ler e assim aperceber-se e interrogar-se sobre a existência de um outro mundo para além do da floresta. Também desconheceriam, dessa forma, a possibilidade de contrariar as gravidezes constantes, que se transformavam num maior número de braços, no aumento dos lucros destes sicários.
         Já no interior das últimas décadas do século XX, uma boiada de escravos era ainda contida em propriedades feudais e vergastada pelo trabalho até à exaustão, repetindo séculos de um passado colonizador, em muitos aspectos semelhante ao das agruras e torturas sofridas pelos índios.
         O Líder só aos vinte anos teve o seu primeiro contacto com as letras, mas a sua condição inata de homem de direitos, liberdades e solidariedade, eram já páginas abertas de um livro de lutas interiores, cujas palavras incontidas eram ensinadas e recitadas entre os seringueiros.
         Devido às suas intervenções, começou a ser notado e a tornar-se alguém que afrontava a histórica repressão, desde sempre exercida sobre os trabalhadores pelos grandes proprietários, numa escravatura improvável, exercida na plenitude e perto de fazer 500 anos, num país que se regozija e ufana de ser um dos mais desenvolvidos do mundo.
         O Líder passou a ser um homem marcado. Mas a sua luta pela divulgação da verdade e pela conquista da liberdade era uma marcha imparável onde o medo não tinha presença.
         O desmatamento indiscriminado da Floresta Amazónica passou também a ser um dos temas das suas intervenções, o que colidia com um sem número de interesses económicos nacionais e internacionais, para quem se tornou um ruído mais incómodo e uma voz cujo som começava a alastrar, e a reunir cada vez mais militantes na luta pela preservação da Amazónia.
Naturalmente, tal convicção posta na defesa de interesses ambientalistas; de melhores condições de vida dos trabalhadores rurais e de todos aqueles que reivindicavam um pedaço de terra para poderem produzir e obstar à fome endémica que os assolava, fez com que obtivesse lugar de destaque como líder sindical de sindicatos de trabalhadores rurais. Que participasse activamente em acções, nas quais os nativos defendiam ser os verdadeiros proprietários das terras que habitavam e não apenas habitantes de reservas que pertenciam aos grandes latifundiários, vulgo “coronéis”, que delas se apropriaram pelo poder da força. Participara também activamente nas lutas dos seringueiros que tentavam opor-se ao abate feroz, impiedoso e homicida das florestas, protegendo as árvores com os seus próprios corpos, em manifestações pacíficas a que deram o nome de “empates”.
         Para além da actividade sindical, onde também participou na fundação de sindicatos, o Líder entra no mundo da política e é eleito vereador em Xapuri, sua terra natal.
         Por essa altura a visibilidade que lhe é dada pela posição política e a possibilidade que esta lhe permite de poder expressar mais amplamente as suas opiniões, começa a transformá-lo num alvo por parte dos fazendeiros e dos próprios colegas de partido, que compelidos pela pressão dos poderes instalados, se começam a incompatibilizar com as suas acções e pensamentos políticos. O Líder é ameaçado por uns e ostracizado por outros, num objectivo comum de o silenciarem e darem às suas palavras e lutas uma outra conotação: a de alguém que apenas pretende desestabilizar e criar conflitos, com o objectivo de impedir a política de desenvolvimento do país. Tentam passar a mensagem de que o Líder não é um bom brasileiro, mas antes um agente subversivo. Conseguem dessa forma que ele comece a ter problemas com a justiça e seja submetido a violentos interrogatórios, cujas torturas jamais serão denunciadas e conhecidas na sua verdadeira extensão, devido ao seu isolamento e à máquina do medo que começara a ceifar a vontade de todos aqueles que antes se insurgiam contra a escravidão, mas que agora postos perante a ideia da dor e da morte, ou da continuidade da centenar escravatura, preferiam mil vezes serem escravos e comer da mão dos senhores os sobejos das suas abastadas refeições.
         Apesar de o tentarem ligar ao assassinato do capataz de uma fazenda e mais uma vez tentarem interpor as grades entre ele, a liberdade e a justiça das suas acções, o Líder não desiste e continua a sua actividade sindical e política.
         Como não o conseguem silenciar ou impedir na sua determinação, sobre ele volta a recair uma acusação, desta feita de incitamento à violência, da qual será absolvido por falta de provas.
         É sob a sua liderança que é criado o CNS (Conselho Nacional de Seringueiros), e a luta encetada por estes pela defesa e preservação do seu modo natural de vida torna-se um “boom” de repercussão nacional e internacional; é lançada uma proposta que tenta unir todos os povos da floresta em torno da criação de reservas extractivas, que procuram não só preservar as áreas de implantação de populações indígenas e a floresta circundante, como pôr em marcha a reforma agrária.
         Membros da ONU chegam a estar em Xapuri, numa visita guiada pelo Líder, e onde podem constatar in loco a destruição da floresta e a expulsão dos seringueiros, dos indígenas e de outros povos, levada a cabo por multinacionais, apoiadas por grandes projectos financeiros nacionais e internacionais. A sua palavra chega além fronteiras e aos grandes púlpitos mundiais, conseguindo que sejam cancelados alguns projectos de destruição massiva de algumas colónias humanas e do seu habitat, e revelando ao mundo a verdade sobre a devastação das florestas, onde se inclui a maior, a Amazónica. Com estes seus apelos o Líder consegue granjear e congregar ainda mais o ódio dos políticos, dos fazendeiros e dos grandes latifundiários, que o acusam de ser um obstáculo ao progresso. Contrariando estas opiniões e sentimentos, a nível internacional, movimentos de cidadãos e de várias Organizações, entre as quais a ONU, incitam e apoiam a sua luta na defesa do meio ambiente, atribuindo-lhe vários prémios pela sua perseverança e pela justiça das suas acções na defesa de causas solidárias.
         Estas “medalhas” que o poderiam cegar pelo brilho da vaidade, impelem-no ainda a um trabalho mais afincado, não só participando na implantação das primeiras reservas extractivas que se criaram no Estado do Acre, como repartindo o restante do seu tempo em seminários, congressos, palestras e manifestações onde não se cansa de denunciar a morte da floresta e dos seus povos, às mãos violentas dos poderes instituídos.
         As ameaças de morte multiplicam-se, mas o Líder faz orelhas moucas e a sua coragem supera o medo. Ele sabe que a qualquer momento pode ser morto, mas a sua vida é apenas uma no seio de milhares, ou milhões, que pode salvar no tempo actual e no futuro. Não se sente um Cristo da era moderna, mas alberga no seu íntimo uma fé divina; a de lutar pela Natureza, pelo Homem e pela Humanidade".